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O QUE É A APCT?

A ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE CRÍTICOS DE TEATRO

Breve historial

Embora no âmbito da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) existisse – ainda que informalmente – uma Associação de Críticos desde antes do 25 de Abril de 1974, só depois dessa data se criaram as condições para o pleno exercício de uma actividade regular.

A iniciativa partiu, então, de um grupo de críticos e ensaístas das diversas disciplinas literárias e artísticas – a literatura, a música, o bailado, as artes plásticas, o cinema, a rádio e a televisão, além do teatro – que resolveram criar uma Associação englobando todos estes sectores, cada um dos quais deveria constituir um núcleo específico da Associação.
Alguns destes núcleos tiveram uma actividade muito escassa, se não mesmo nula; outros, como os respeitantes à literatura e às artes plásticas, retiraram-se da Associação, dado que entretanto haviam sido criadas secções portuguesas de associações internacionais relativas a estes dois sectores. Em termos práticos funcionaram apenas os núcleos de cinema e teatro, mais este do que aquele, sendo os seus membros, a partir de dada altura, os únicos que continuaram a reunir regularmente. Daí que, em 1977, estes houvessem tomado a decisão de se autonomizar, criando uma Associação específica cujos estatutos foram sendo elaborados e aprovados, tendo-se, porém, adiado, mercê de circunstâncias várias, a sua legalização, muito embora a sua actividade não cessasse, e, pelo contrário, se tivesse desenvolvido, o que se traduziu, designadamente, na atribuição de prémios, na participação em organismos de incidência cultural e na tomada de posições sobre vários problemas relacionados com a prática do teatro e o exercício da crítica teatral entre nós.

Em 28 de Novembro de 1984 foi finalmente outorgada a escritura constitutiva da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro no Primeiro Cartório Notarial de Lisboa, vindo a ser publicada a sua constituição no Diário da República, III Série, n.º 13, de 16 de Janeiro de 1985. A sua sede social foi, desde o início, na Avenida Duque de Loulé 31, em Lisboa.

Foram seus sócios fundadores Luiz Francisco Rebello, Carlos Porto, Fernando Midões, Jorge Listopad, Manuela de Azevedo, Maria Helena Serôdio, José Valentim Lemos, Maria Helena Dá Mesquita, Mário Sério, Orlando Neves, Tito Lívio e José Manuel da Nóbrega. Delegaram a sua representação Anabela Mendes e Manuel Deniz Jacinto, respectivamente, em Orlando Neves e Luiz Francisco Rebello.

As primeiras eleições para os corpos sociais ocorreram a 16 de Janeiro de 1985 tendo ficado como Presidente da Assembleia-geral Luiz Francisco Rebello, e como Secretária da Assembleia-geral Manuela de Azevedo. Para a Direcção foram eleitos Carlos Porto, Maria Helena Serôdio e José Manuel da Nóbrega, e para o Conselho Fiscal, Fernando Midões, Maria Helena Dá Mesquita e Mário Sério.

A formalização da entrada da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro na sua congénere internacional ocorreu em 1987, em Berlim Leste, por ocasião do X.º Congresso da Association Internationale des Critiques de Théâtre – International Association of Theatre Critics, tendo sido então representada a nossa Associação pelas sócias Maria Helena Serôdio e Eugénia Vasques.

A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro foi desenvolvendo as suas actividades de várias formas, intervindo activamente na atribuição de prémios anuais, bem como na organização de (e participação em) encontros, seminários e colóquios, tanto a nível nacional, como internacional. Organizou em Lisboa em Setembro de 1990 o XI.º Congresso da Associação Internacional de Críticos de Teatro, que registou um grande número de participações, tendo sido publicadas as suas actas em 1992 numa edição conjunta da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e das Edições Colibri, com o título O teatro e a interpelação do real – Theatre: A Dialogue with Reality – Théâtre et interpellation du réel.

Desde 1990, e de formas diversas, a Associação Portuguesa de Críticos de Teatro foi participando activamente em muitas das iniciativas da Associação Internacional: esteve representada no seu Comité Executivo de 1990 a 1992, altura em que Maria Helena Serôdio foi eleita como Secretária Geral, tendo sido sucessivamente reconduzida no cargo em 1994 e 1996. Em 1998 foi eleita Secretária Geral Honorária e passou posteriormente a dirigir os Seminários Internacionais para Jovens Críticos.

Participaram em alguns desses seminários – em vários países – jovens críticos e estudiosos de teatro portugueses, como João Carneiro, Fátima Lopes, Ana Pais, Maria João Caetano, Cristina Margato, Ana Ribeiro, Ana Campos, Cláudia Oliveira, e Francisco Frazão, entre outros.

No início de 2003 procedeu-se à revisão dos Estatutos da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (transcritos neste website) e foram eleitos novos corpos sociais, cujo mandato foi renovado no início de 2005:

- Direcção: Maria Helena Serôdio (Presidente), Paulo Eduardo de Carvalho e Rui Cintra

- Assembleia-geral, Luiz Francisco Rebello (Presidente da Mesa) e Fernando Midões

- Conselho Fiscal: Ana Isabel Vasconcelos (Presidente), Maria João Caetano e Mónica Guerreiro.

Por ocasião do XXI Congresso da Associação Internacional de Críticos de Teatro, realizado em Outubro de 2003 em Bucareste, a Associação Portuguesa voltou a integrar o seu Comité Executivo através de Paulo Eduardo Carvalho, cujo mandato foi renovado por mais dois anos, no decurso do XXII Congresso da AICT, realizado em Março de 2006, em Turim.